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Por Nick Cooney (autor dos livros Change Of Heart: What Psychology Can Teach Us About Spreading Social Change e Veganomics: The Surprising Science on What Motivates Vegetarians, form the Brakfast Table to the Bedroom)

Excerto retirado e adaptado de uma palestra dada na Conferência dos Direitos dos Animais, em 2013.

As Lições da Alquimia

Há mais de 2000 anos atrás, por volta de 300 a.C., começou a prática que hoje conhecemos como alquimia.

Se pensarmos na alquimia nos dias de hoje, provavelmente imaginamos homens velhos e estranhos, vestidos com roupas esquisitas, a tentar transformar chumbo em ouro. E, de facto, um dos objectivos dos alquimistas era transformar chumbo e outros minerais comuns em metais como a prata e o ouro. Mas eles também tinham objectivos mais grandiosos, tais como descobrir como purificar a alma humana, ou como desenvolver uma poção que iria ajudar as pessoas a viverem para sempre.

Actualmente podemos olhar para trás, para o que os alquimistas estavam a fazer, e rir-nos disso, mas no seu tempo a alquimia era levada muito a sério. Havia escolas que ensinavam alquimia, livros didácticos, e, em determinados países, os governos emitiram licenças para os alquimistas profissionais.

Eu não sei se já repararam, mas já não existem muitos alquimistas hoje em dia. Não conhecemos estudantes universitários licenciados em alquimia, e não vemos alquimistas com lojas nas ruas. Na verdade, só existe um sítio onde ainda podemos ir se quisermos ver homens velhos e estranhos a murmurar palavras bizarras e a tentar transformar uma coisa noutra completamente diferente: a FoxNews.

Pronto, brincadeiras à parte, o que é que aconteceu à alquimia? Nos séculos XVIII e XIX a alquimia foi substituída pela química. Como já devem ter reparado, os nomes têm algo em comum. E enquanto a alquimia, nos seus 2000 anos de história, não produziu quase nada de valor para a humanidade, a química tornou-se muito bem-sucedida em apenas algumas centenas de anos. Se gostam dos medicamentos que salvam vidas, dos smartphones, ou de ter água potável para beber, limpa e fresca, a sair das vossas torneiras todas as manhãs, podem agradecer à química (em parte) por cada uma dessas coisas.

Então, qual era a diferença entre a química e a alquimia? Porque é que uma foi tão bem-sucedida, enquanto a outra falhou redondamente? E o mais importante de tudo, o que é que a química e a alquimia têm a ver com a defesa do veganismo?

A diferença entre a alquimia e a química é muito simples e fácil de explicar. Mas é também uma diferença muito fundamental. A diferença é a seguinte: os alquimistas não usavam o método científico. Os químicos usavam (e usam) o método científico.

Para aqueles de nós que já não se lembram muito bem das aulas de ciências do 5º ano, o método científico é, basicamente, testar. Se vamos afirmar que alguma coisa é verdadeira, é melhor que sejamos capazes de fazer os testes que comprovem a nossa teoria.

A investigação é o coração da ciência. Procurem a palavra “ciência” na Wikipédia e a primeira frase que encontram diz-vos que a ciência constrói e organiza o conhecimento na forma de explicações e previsões verificáveis através da experiência.
Provar determinados factos através de estudos permitiu à química seguir em frente e, passo a passo, sair do mundo das trevas da alquimia. É a comprovação da teoria através de testes que p
ermite qualquer disciplina, baseada no conhecimento, avançar, passo a passo, para uma melhor compreensão e eficácia.

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A Investigação no Dia-a-Dia

Não é nenhuma novidade para a maior parte de nós que o progresso das ciências exactas como a química, a física, ou a biologia, resulta da realização de investigações. Mas estas não são as únicas áreas da sociedade onde se usa o método científico.

No mundo dos negócios, os estudos e as investigações são utilizados constantemente, para ajudar as empresas a venderem mais produtos e a fazerem mais dinheiro. Recentemente, conheci um estudante da Universidade de Yale que, antes de voltar para a escola, trabalhou durante alguns anos na indústria automóvel. Ele ajudou a supervisionar a campanha de marketing directo para uma empresa automóvel específica, enviando correspondência impressa para as pessoas que foram identificadas como potenciais clientes. De forma a descobrir que cartas funcionaram melhor, testou vários tipos de letra, cores diferentes e carros de várias cores, experimentou destacar características distintas dos carros, entre outras coisas. O que descobriu – tal como esperava – foi que as mudanças aparentemente pequenas na correspondência impressa, podiam fazer uma grande diferença na quantidade de pessoas que aparecia numa sala de exposição para comprar um carro. Ao longo do tempo, através deste estudo directo, foi capaz de descobrir como projectar a correspondência de forma a ser o mais eficaz possível na venda de automóveis.

Actualmente, todas as grandes empresas que se prezem, recorrem a estudos e dados para guiarem as suas decisões. Estas decisões incluem as características que as pessoas gostam e desejam num produto, a que público-alvo deve ser direccionadaa publicidade, e que produtos ou serviços se devem vender em primeiro lugar. As empresas gastam milhares de milhões todos os anos em pesquisa de mercado, pelo simples facto de que beneficia os seus objectivos.

Mas o mundo dos negócios não é o único sítio onde fazem investigações para descobrir como serem bem-sucedidos. Em 2012, Barak Obama foi reeleito Presidente dos Estados Unidos da América. E apesar de existirem muitas razões que os historiadores podem apontar para explicar a razão por que foi reeleito, há um factor que o jornal Los Angeles Times e outras publicações evidenciaram como a arma secreta do Obama na sua luta pelo lugar: dados.

Aqui está a informação relatada: os responsáveis pela campanha do Obama contrataram uma equipa com mais de 50 analistas de dados para angariar uma grande quantidade de informação sobre os eleitores individuais em estados decisivos. Eles juntaram mais de 80 dados diferentes sobre cada indivíduo, tudo desde a idade, sexo, e religião até às revistas que subscrevem, quanto vale a sua casa, e assim sucessivamente. Depois de todos os dados serem recolhidos, a equipa do Obama fez investigações para determinar quais os grupos demográficos que eram mais predispostos a serem eleitores indecisos que podiam ser persuadidos a votar no Obama. Mais estudos – realizados através de inúmeras chamadas de telefone, correspondência e visitas porta-a-porta – mostraram quais as mensagens que seriam mais eficazes na persuasão dos eleitores indecisos a votarem no Obama.

Depois de a investigação ter sido efectuada, o esforço de divulgação foi posto em acção. Centenas de milhares de eleitores indecisos, em estados decisivos, foram alvo, a nível individual, de correspondência, visitas porta-a-porta e chamadas de telefone. Foram abordados com textos e materiais especificamente adaptados para o seu grupo demográfico. E o resto, como costumam dizer, é história. O Obama ganhou em quase todos os estados decisivos e navegou até à reeleição.

O estudo directo também está a ser utilizado no mundo das organizações sem fins lucrativos. Um dos principais objectivos das organizações de saúde humanitárias é erradicar a malária, uma infecção que mata milhões de pessoas todos os anos. Uma abordagem que as organizações contra a malária usam para parar a propagação da doença é distribuir redes, que as pessoas podem colocar à volta das suas camas, durante a noite, para manterem os mosquitos afastados. (As pessoas costumam contrair malária depois de serem picadas por um mosquito infectado.)

Mas os investigadores estudaram estes métodos e colocaram uma questão: seria melhor dar as redes gratuitamente, para que toda a gente pudesse ter acesso; ou devia ser cobrado um pequeno preço,
que todos pudessem pagar, tendo em conta que as pessoas que tivessem que comprar as redes tinham mais probabilidade de as usar? Os defensores da saúde humanitária podiam apresentar hipóteses e razões filosóficas para apoiar qualquer uma das abordagens. Mas os investigadores não se importam com as hipóteses, nem com a filosofia. O que eles queriam saber era: qual das abordagens podia salvar mais vidas?


Por isso testaram-nas. Usaram a primeira abordagem numa área, e a segunda abordagem noutra área diferente. Descobriram que dar as redes gratuitamente era muito mais eficaz do que cobrar um preço simbólico por elas. E logo que as organizações contra a malária souberam qual a abordagem mais eficaz, foram capazes de a aplicar. Provavelmente, existem milhares de pessoas vivas hoje, que teriam morrido de malária se este simples estudo não tivesse sido feito para responder à questão empiricamente.

Uma das organizações sem fins lucrativos que luta contra a propagação da malária é a Fundação Bill & Melinda Gates. Como provavelmente já sabem, o Bill Gates é o fundador da Microsoft e uma das pessoas mais ricas do mundo. Quando se trata de sucesso no mundo com fins lucrativos ou sem fins lucrativos, poucos têm chegado próximo das conquistas de Bill Gates.

Todos os anos, a Fundação publica a sua “Carta de Gates” anual, uma carta aberta de Bill Gates sobre o progresso dos seus programas e o que pretendem fazer para seguir em frente. A Carta de Gates de 2013 tinha um tema central: fazer investigação é absolutamente vital para o sucesso no mundo sem fins lucrativos. Como Bill Gates afirma: “Muitas vezes tenho sido surpreendido pelo quão importante a investigação é para melhorar a condição humana.”

Estas palavras são tão poderosas, e de uma fonte de grande confiança, que penso que vale a pena repeti-las: “Muitas vezes tenho sido surpreendido pelo quão importante a investigação é para melhorar a condição humana.”


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Pode a Investigação Salvar as Vidas dos Animais?

O Bill Gates estava a falar do trabalho sem fins lucrativos para ajudar os seres humanos. Mas pode a mesma abordagem salvar as vidas e poupar o sofrimento dos animais de criação?

Absolutamente. Se a investigação pode ser usada para vender produtos, ganhar eleições, e salvar vidas humanas, também pode ser usada para salvar as vidas dos animais. Não só pode ser usada, como acredito verdadeiramente que aqueles de nós que se preocupam com os animais de criação têm uma obrigação ética de fazer estudos e investigações para guiarem o nosso trabalho na defesa do veganismo.

Historicamente, o movimento da defesa do veganismo não teve esta abordagem. Considerem as questões seguintes sobre a melhor forma de defender o veganismo:

  • É melhor usar estatísticas, histórias, ou ambos, ao falar sobre as condições dos animais de criação?
  • É melhor encorajar as pessoas a tornarem-se veganas, vegetarianas ou a comerem menos carne?
  • É melhor partilhar um vídeo sobre a violência animal envolvida na criação, as consequências ambientais resultantes do consumo da carne, ou os benefícios para a saúde do veganismo?


No passado, a defesa do veganismo via estas perguntas como questões de opinião ou questões de filosofia. Mais frequentemente, questões deste tipo não são alvo de reflexão. Simplesmente fazemos o que outros antes de nós fizeram, ou trabalhamos de acordo com suposições ou preferências pessoais.


Mas se definirmos “melhor” como “poupar a vida de mais animais”, então as perguntas acima não são simplesmente questões de opinião ou filosofia. São questões de facto. Têm respostas concretas. A defesa do veganismo, como movimento, ainda não se dedicou a tentar a descobrir que respostas são essas, e é precisamente esse o problema.

Deixem-me dar-vos um exemplo de por que é que eu acredito que não só podemos usar estudos directos para melhorar os nossos esforços na defesa do veganismo, como também temos uma urgência ética em o fazer.

A organização The Humane League – THL é um grupo de protecção de animais de criação que gasta uma grande quantidade de dinheiro em anúncios no Facebook que promovem uma alimentação vegana. Os anúncios têm como público-alvo mulheres jovens, e – depois de acedidos – levam os utilizadores para uma página na internet com um vídeo que mostra a crueldade na criação intensiva de animais e recursos sobre a alimentação vegana. Em 2012, os anúncios desta organização atraíram cerca de 700,000 mulheres jovens para a sua página na internet, com o vídeo. (Revelação: Eu sou o fundador da THL e membro do conselho. Sou também um membro da equipa na organização Farm Sanctuary.)

Não podemos dizer exactamente qual a percentagem de visitantes que mudou o seu regime alimentar como resultado do visionamento do vídeo. A THL juntou-se a investigadores universitários para descobrir, mas o estudo ainda não está concluído. Para darmos seguimento à nossa argumentação, vamos assumir que 1 em 100 mulheres jovens que visita a página da internet se torna vegetariana, e que os outros 99 visitantes não fazem qualquer mudança na sua dieta.

Se fosse este o caso, significava que em 2012, os anúncios da página do Facebook da THL pouparam cerca de 217 mil animais de criação de uma vida de tormento (com base nesta pesquisa sobre quantos animais um vegetariano salva cada ano). Isto é óptimo! Mas o que acontece é o seguinte: existem vários vídeos diferentes que mostram a crueldade na criação intensiva de animais. E a THL questionou-se sobre o seguinte: como é que sabemos se o vídeo que estamos a usar é o mais eficaz?

Assim, ao longo de dois meses a organização realizou estudos directos para comparar o impacto de quatro vídeos diferentes sobre a crueldade dos animais de criação. O resultado? O melhor vídeo parecia ser cerca de 70% mais eficaz a inspirar mulheres jovens a seguirem o caminho na direcção da dieta vegetariana (ao clicarem para encomendar um guia de iniciação ao vegetarianismo) que o vídeo que a THL estava a usar. Este estudo específico não acompanhou as mudanças de dieta reais. Mas uma vez que que foram dados os mesmos recursos aos dois grupos, e tendo estes sido seleccionados aleatoriamente a partir da mesma população, o grupo com maior probabilidade em encomendar um guia de iniciação ao vegetarianismo é o que também tem maior probabilidade de se tornar vegetariano.

Como resultado, a THL trocou toda a sua campanha publicitária por o vídeo mais eficaz. Ao fazer isso, provavelmente tornaram a sua campanha cerca de 70% mais eficaz. E isso significa que se eles chegaram exactamente até ao mesmo número de pessoas, vão poupar 369 mil animais este ano, em oposição aos 217 mil animais do ano anterior.

São mais 150 mil animais poupados – sem gastarem mais um cêntimo extra. Mais 150 mil animais são poupados, simplesmente porque um vídeo foi trocado por outro.

Este é o poder incrível do estudo directo. E é por isso que eu acredito que aqueles de nós que se preocupam com os animais de criação – e especialmente as organizações que trabalham na defesa do veganismo – têm uma obrigação ética de usar estudos directos para aumentar a nossa eficácia.

Parece estranho que pequenas coisas como o tamanho de letra ou a cor possam afectar quantas pessoas compram um carro. Parece estranho que saber quais as revistas a que as pessoas subscrevem possa ajudar a ganhar uma eleição presidencial. Parece estranho que dar redes de mosquito gratuitamente em vez de cobrar 60 cêntimos por elas, signifique vida ou morte para milhares de pessoas.

E parece estranho que algo tão simples como o estudo directo possa poupar o tormento de tantos animais. E, no entanto, é mesmo assim.

Sempre que existem quatro víd
eos – ou panfletos, ou guias de iniciação ao vegetarianismo, ou páginas da internet sobre a alimentação vegana, ou palestras de educação humanitárias, ou seja o que for – um deles vai ser mais eficaz na mudança das dietas e na salvação de vidas. Isto é um facto simples. Então, por que não descobrir qual é o mais eficaz e usá-lo? Se nos preocupamos com os animais, temos uma obrigação ética de o fazer.


E não importa o quão bom um vídeo – ou panfleto, guia, página da internet ou palestra – é, pode sempre ser melhor. Ao melhorar a sua eficácia 10, 20 ou 30% pode poupar um grande número de animais, como vimos no exemplo anterior. Então, por que não tentar diferentes ajustes nestes materiais e descobrir qual a mudança que os torna mais eficazes? O estudo directo torna isso possível.

Claro que os estudos fazem parte de uma ciência imperfeita, e os resultados de uma investigação não podem dar-nos uma garantia firme de que um método é melhor do que outro. Mas enquanto os estudos forem bem concebidos, os resultados serão correctos mais frequentemente do que serão errados – e essa probabilidade por si só faz com que os estudos valham a pena e sejam considerados salva-vidas. Além disso, quanto mais estudos directos fazemos, mais certezas podemos ter.

O receio de que nenhum estudo pode ter em conta, de forma perfeita, todas as variáveis, seria simplesmente uma desculpa para evitar inclui-lo no trabalho, tentar algo novo, e estar disposto a estar errado. A comunidade dos negócios, os políticos, e outras organizações sem fins lucrativos não são paralisadas pela inércia. Nós também não podemos ser.

Seria igualmente mal pensado evitar fazer estudos porque os resultados podiam não estar de acordo com as nossas filosofias. Por exemplo, se uma investigação descobrisse que encorajar as pessoas a “tornarem-se vegetarianas” poupasse mais animais do que encorajá-las a “tornarem-se veganas”, podia colocar alguns activistas veganos num dilema.

Mas é sempre melhor saber do que não saber. E por cada hipótese que temos sobre como o mundo funciona, devíamos ser capazes de identificar um estudo viável que possa provar que estamos errados. Até agora negligenciámos os dados empíricos em favor da filosofia ou teoria sociológica, valorizando as ideias na nossa cabeça sobre o evidente tormento dos animais apenas longe da vista.

A Escolha Certa

Fazendo parte do movimento da defesa do veganismo, temos duas escolhas. Tal como os alquimistas assumiram que sabiam como transformar o chumbo em ouro, apesar de não terem nenhuma prova empírica que mostrasse que estavam certos, como defensores do veganismo podemos assumir que sabemos as melhores formas de tornar os omnívoros em veganos. Ou, como os primeiros químicos, podemos inserir o método científico no nosso trabalho e tornarmo-nos significativamente mais eficientes.

E, de facto, essa mudança está agora no caminho e a ganhar força. Alguns grupos, incluindo as organizações The Humane League, Farm Animal Rights Movement, Mercy For Animals, e VegFund estão a começar a inserir o estudo directo nos seus próprios programas. E mais importante de tudo, estão a usar os resultados para moldar as suas decisões.

A organização THL abriu, recentemente, o Humane League Labs (os Laboratórios da THL), uma ala de pesquisa criada para fazer estudos directos de diferentes abordagens de defesa do veganismo. E apesar de haver pouco estudo directo, o novo livro que eu escrevi analisa as centenas de estudos sobre os vegetarianos que fornecem dados úteis para a defesa do veganismo.

E claro que a organização Humane Research Council tem desempenhado um papel fundamental na condução do movimento de protecção dos animais nesta direcção, realizando investigações e estudos para várias organizações de defesa do veganismo e partilhando estudos pertinentes na página da internet HumaneSpot.org.

Para concluir:

A alquimia durou quase 2000 anos antes de o método científico ter sido inserido e uma longa prática de inutilidade tornou-se num sucesso triunfante para a humanidade

O movimento da defesa do veganismo tem estado connosco há cerca de 70 anos. Não vamos esperar mais 1930 anos – ou mesmo mais três anos – antes de começarmos a sustentar todo o nosso trabalho com o padrão do rigor científico.

Os animais que sofrem na miséria não deviam, e não podem, esperar mais tempo.



Tradução: Maria João Fernandes
Traduzido com permissão do autor
Original: http://spot.humaneresearch.org/content/changing-vegan-advocacy-art-science