Mais de 2700 quintas de lacticínios pararam as suas operações em 2018, de acordo com novas informações da USDA. É um declínio de quase 7 porcento relativamente aos 12 meses anteriores.

Enquanto que alguns estados não reportaram declínios, nenhum estado viu o número de operações de lacticínios aumentar.

Alguns dos estados com maior produção de lacticínios – Wisconsin, Pensilvânia, e Califórnia – viram quedas significativas no número de produtores operacionais de lacticínios.

 

Wisconsin, o maior produtor de produtos lácteos da nação, perdeu quase 600 quintas. A Pensilvânia perdeu 370 quintas. O número total de quintas de lacticínios do Michigan foi reduzido em 13%. O estado de Nova Iorque, que chegou a ser o líder na produção de lacticínios, viu um declínio constante na produção também.

“A estatística mais surpreendente é que agora temos 33,438 quintas no estado, cerca de 2100 menos quintas do que em 2012”, afirmou David Fisher, Presidente do New York State Farm Bureau. “Esta é a maior queda em mais de duas décadas e é o triplo da média nacional de 3 porcento.”

 

Saem os lacticínios, entra o leite vegan

 

A USDA atribui muitos dos fechos a uma “economia agrícola deprimida” juntamente com um aumento dos custos de mão de obra, tornando-se difícil para os produtores se manterem no negócio.

O censo agrícola aponta para mais de 1.1 biliões de dólares de perdas em receitas no ano passado. De acordo com a Dairy Farmers of America, a queda reflete o preço médio do leite anos após ano.

Mas analistas da indústria apontam para outros culpados, nomeadamente o gosto crescente dos americanos por produtos livres de lacticínios em todas as categorias.

 

Enquanto que vendas de lacticínios estão a cair, opções sem lacticínios e à base de plantas estão a ver picos de vendas significativos. A agência de recolha de dados Mintel reportou que opções livres de lacticínios cresceram 61 porcento entre 2012 e 2017- A indústria está agora avaliada em mais de 2 biliões de dólares.

“Apesar de os leites de coco, amêndoa e soja se manterem os mais populares tipos de leite de origem vegetal, outras bases de frutos secos e plantas estão a ganhar tração, incluindo noz-pecã, quinoa, avelã e linho,” disse Megan Hambleton, Analista de Bebidas na Mintel.

 

“Tanto marcas estabelecidas como novas estão a aproveitar o crescimento do segmento do leite livre de lacticínios, inovando com bases alternativas.” De acordo com Hambleton, a inovação será um “catalista” em avançar este segmento. “Prevemos que novas bases de plantas como cajus e arroz irão permitir novos participantes na categoria de leite à base de plantas para eventualmente ultrapassar o segmento de leite de soja, um dos primeiros segmentos de leite livre de lacticínios a conquistar os consumidores.”

Artigo original: https://www.livekindly.co/nearly-3000-u-s-dairy-farms-closed-2018/