China acaba com testes em animais em alguns cosméticos importados

China acaba com testes em animais em alguns cosméticos importados

A mudança, que entra em vigor em maio, significa que alguns cosméticos importados não terão que ser submetidos a testes em animais.

A China acabou com a obrigação de testes em animais em cosméticos importados que pertencem à categoria “geral”. 

A novidade foi revelada numa declaração da Administração Nacional de Produtos Médicos em março.

Livre de crueldade

Atualmente, o país exige testes em animais para produtos de beleza vendidos dentro das suas fronteiras. Isto significa que para uma marca vender na China, esta deve primeiro submeter os seus produtos a testes em animais. 

As novas regras significam que a cosméticos importados que pertençam à categoria “geral” não serão exigidos testes a animais. 

Isto, por sua vez, significa que marcas Cruelty-free possam chegar às prateleiras da China em breve. No entanto, estas ainda têm que corresponder às exigências atuais. A mudança entrou em vigor no dia 1 de maio de 2021.

“Grandes progressos”

De acordo com o programa Leaping Bunny, que regula produtos e campanhas contra os testes em animais, isto é um “grande progresso”.  No entanto, há ainda muitos passos para empresas que queiram vender na China. 

Produtos cosméticos “gerais” são produtos que excluem tintas para cabelo, produtos para permanentes, remoção de sardas e produtos branqueadores, bem como protetores solares, afirmou a organização.  

Fim dos testes em animais 

A conta de Instagram Accidentally Vegan UK também divulgou a novidade. A conta referiu que esta decisão é um sinal de que “a mudança está a caminho”. 

Várias campanhas têm sido feitas a apelar por mudança. No ano passado, a China sinalizou um possível fim pela exigência de testes em animais.

Adicionalmente, dois métodos de teste sem animais foram aceites. Como resultado, inúmeros animais foram poupados de certos testes.   

Marco emocionante

A PETA, organização que luta pelos direitos dos animais, celebrou a mudança. No entanto, a gerente de política científica, a Dra. Julia Baines, confirmou que as empresas ainda terão que prestar testes em animais em produtos de uso especial.

Ela disse: “Na PETA, nós trabalhamos nesta questão há muito tempo de forma dura. Nós celebramos os passos sem crueldade que a China está a tomar para poupar animais de sofrerem a dor de cosméticos serem aplicados nos seus olhos, na sua pele raspada, ou forçada pelas suas gargantas”.

“As isenções dos testes em animais aplicam-se apenas aos produtos importados de uso não especial como os shampoos, os géis de banho, as loções e a maquiagem, com certas condições impostas… Então a futura implementação das isenções são um marco emocionante, mas os animais em testes nesse país ainda precisam da nossa ajuda”.

Tradução: Ana Lúcia

Fonte: PlantBasedNews

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