22 Out AVP no Parlamento do Reino Unido: a lei portuguesa da opção vegetariana é exemplo lá fora

A 4 de Março de 2017, Portugal dava um passo numa direcção que nenhum outro país tinha seguido, ao aprovar uma lei (nº 11/2017) que garante o direito a uma alimentação vegetariana em todas as cantinas públicas, obrigando-as a disponibilizar essa opção.

Esta lei atraiu imediatamente atenção mediática, não só em Portugal, mas também um pouco por todo o Mundo, e inúmeros países e organizações internacionais elogiaram a iniciativa legislativa, que é sem precedente e única no mundo inteiro.

Recentemente, várias nações europeias mostraram intenção de replicar a lei, e uma delas é precisamente o Reino Unido, que através da organização Vegan Society, está a promover uma petição que visa introduzir também uma lei que obrigue todas as instituições públicas a oferecer uma opção estritamente vegetariana (vegana).

Na sequência desta iniciativa, a Associação Vegetariana Portuguesa, representada por Nuno Alvim, Presidente da Direcção da AVP, foi convidada a integrar o painel de oradores na Reunião do Grupo Parlamentar do Vegetarianismo e Veganismo do Reino Unido (Veg APPG), que decorreu a 16 de Outubro, em Westminster, no Parlamento do Reino Unido (foto acima).

Este grupo parlamentar é presidido por Christina Rees, deputada parlamentar, e ela mesma vegana, e contou também com a presença de outros deputados, para além de representantes de várias organizações, como Amanda Woodvine, directora do Vegetarian for Life, Dave Oliver, director de catering nos Serviços Prisionais de Inglaterra, Mark Banahan, gestor de campanhas na Vegan Society e Amy Odene, gestora de campanhas na ProVeg UK.

Tivemos a oportunidade de apresentar o caso de sucesso em Portugal, que não só se deveu a uma petição criada pela AVP em 2015, que reuniu mais de 15.000 assinaturas, mas também em grande parte à intervenção do partido PAN – Pessoas-Animais-Natureza, e do seu incansável deputado André Silva, à intervenção dos partidos BE – Bloco de Esquerda, e Partido Ecologista os Verdes (PEV), e do Programa Alimentação Saudável, da Direcção-Geral de Saúde (DGS). Traçamos também uma estratégia a seguir por outros países, para que este sucesso possa ser alcançado noutros locais do mundo.

Acreditamos que a existência de uma opção vegetariana nos espaços de refeitório das instituições públicas é um direito de todos os cidadãos do mundo, a uma alimentação diferente, seja ela motivada por razões de saúde, de preocupação ambiental, ou ética. Por um mundo melhor!

Se residires no Reino Unido, podes assinar a petição em: https://petition.parliament.uk/petitions/228078

 

 

 

 

 

 

Esta lei surgiu da necessidade expressa de milhares de Portugueses, que se juntaram

Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Bloco de Esquerda (BE) e Partido Ecologista os Verdes (PEV), aprovada no dia 3 de Março de 2017 em Assembleia da República, e vem no seguimento de uma petição criada pela AVP em Fevereiro de 2015, que reuniu mais de 15.000 assinaturas e foi entregue no parlamento a Março de 2016 e de todo um trabalho importante realizado pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, que lançou 3 manuais técnicos de planeamento de refeições vegetarianas.

Esta lei irá abranger todas as cantinas públicas de Portugal: escolas e universidades, hospitais, serviços de administração pública, estabelecimentos prisionais, autarquias, entre outros. Prevê-se um período de transição de 6 meses, dando a todas instituições a possibilidade de adaptarem os seus serviços à nova lei.

Celebramos assim o esforço conjunto da cidadania, entidades públicas e da esfera política, unidas na procura de uma alimentação mais diversificada e de espaços mais inclusivos para esta geração e as futuras.

 

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