Suiniculturas em Leiria

história de um atentado ambiental​

“Quando vim para cá era limpinha a água, era limpinha, com peixinhos e tudo e agora está muito porcalhona, já não se vê animais no rio, pronto, está horrível."
Habitante da Aldeia dos Milagres, Leiria
+
Suiniculturas na região
+ m3
de efluentes tóxicos produzidos todos os dias

Uma Crise Ambiental

de que quase ninguém fala

A poluição na bacia hidrográfica do rio Lis arrasta-se há mais de duas décadas, com o contributo das descargas ilegais das suiniculturas, mas a construção da estação de tratamento de efluentes suinícolas tem sido adiada ao longo dos anos. Todos os dias são produzidos pelos menos 2.500 metros cúbicos de efluentes (fezes, urina, etc.) nos concelhos de Leiria, Batalha e Porto de Mós, o equivalente a uma piscina olímpica, mas a ETAR local apenas tem capacidade para tratar 700 m3/dia, resultando numa catástrofe ambiental que se prolonga há decadas.

Promessas vazias

Um crime de décadas

Dos 2500 m3 de efluentes produzidos todos os dias, apenas são tratados, em média, 84m3 na ETAR Norte. Os restantes resíduos sem tratamento são simplesmente lançados em linhas de água como a Ribeira dos Milagres. Há várias décadas que a zona do Município de Leiria é fustigada pelas descargas ilegais deste sector, apesar das várias ações de denúncia, não se tendo notado qualquer efeito resultante das entidades fiscalizadoras.

obra de santa engrácia

Já há anos que se promete a construção de uma ETES (Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas) na região, como é exemplo os recentes 9,1 milhões de euros de fundos públicos que já estavam adjudicados a uma obra que não se concretizou por inoperância da entidade beneficiária, a Recilis, organização onde estão representados muitos suinicultores

“(..) em criança a ribeira era a piscina dos mais novos. Todos bebíamos água da ribeira quando tínhamos sede, nadávamos e pescávamos.”
Rui Crespo, porta-voz da Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres

Um sector essencial?

serão as suiniculturas tão importantes..?

No distrito de Leiria, apenas 3% da população é que trabalha efetivamente no setor primário. Desses 3%, uma porção muito ínfima trabalha nas suiniculturas. Um pequeno número de empresários e suinicultores estão a obter imensos lucros, enquanto cometem reiterados crimes ambientais com impunidade, que danificam irreparavelmente os ecossistemas e colocam em risco a saúde das populações locais.

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