DIRECÇÃO

Nuno Alvim

Presidente da Direcção
Nasci em 1991 e estudei criminologia no Porto. Sou também activista pelas causas humanas, animal e ecológica, que considero estarem interligadas. Em 2010 tomei o primeiro passo em deixar o consumo de carne e dei início a um processo de reconstrução de identidade própria, que culminou na leitura da obra de Peter Singer, “Animal Liberation” que revolucionou o meu modo de pensar, como o de muitas pessoas por todo o mundo. Obrigou-me a repensar os meus esquemas de pensamento e a adoptar uma postura na vida orientada praticamente para reduzir o sofrimento dos outros. Considero o veganismo uma atitude simples, pragmática, com repercussões políticas, sociais e económicas imediatas. Acredito também que seja a ideologia liberal mais abrangente e transversal de todas, que contempla os interesses e direitos de todos os seres vivos neste planeta, sejam eles humanos ou não humanos. A Associação Vegetariana Portuguesa surgiu naturalmente como uma etapa neste processo, que me tem permitido fazer um trabalho gratificante na consciencialização das pessoas, colocando-lhes na posse da informação com que possam fazer uma diferença nas suas vidas.

Ricardo Morais-Pequeno

Vice-Presidente
Sempre fui adepto da defesa dos animais e em 2006 tornei-me vegetariano, de forma progressiva. Tenho 45 anos, vivo em Lisboa e sou licenciado em Biologia, sendo actualmente professor de Ciências Naturais. Procuro o progresso pessoal, em diferentes dimensões. Dentro dessa lógica, aprendi Yoga e meditação, que pratico. Acredito na educação, no exemplo e no esforço como formas de mudar o mundo. Procuro, mas minhas relações pessoais, explicar as razões que sustentam a dieta vegetariana / vegana e desmontar a argumentação que a ela se opõe. Esforço-me por agir em defesa das causas que defendo e, nessa lógica, participei, em 2012, na organização das Conferências “(R)Evolucionar Portugal”, que conseguiram reunir e fazer convergir um grande número de projectos de mudança do país e do estado actual de coisas. Penso que a causa do vegetarianismo deve ser defendida com inteligência, criatividade e perseverança, e tenho grande motivação para a apoiar e lutar por ela. Penso também que o bom-senso e o respeito pelo modelo do mundo dos outros são essenciais para criar abertura para a causa vegetariana em quem ainda não a defende.

Luís Ferreira

Tesoureiro
Tenho 30 anos. Lembro-me de quando era pequeno, ver um vídeo, sobre como eram tratados os animais antes de chegarem ao nosso prato.Na altura fiquei horrorizado(acho que a maioria das pessoa que vê essa realidade também o fica). Claro que perante as pressões da sociedade e educação que se afastava de certos temas sensíveis, acabei por me desligar do assunto.
Passado vários anos, comecei a sentir que a minha vida estava a perder o significado.Logo decidi juntar-me a uma associação de apoio a animais. Nessa associação conheci duas pessoas espectaculares que me levaram à minha ideia de criança, Não comer animais, não os usar como objectos.

ASSEMBLEIA GERAL

Sónia Zacarias

Presidente
Nasci em 1988 e estou neste momento a tirar doutoramento em bioquímica e biologia estrutural. O meu primeiro contacto com questões relacionadas com os direitos animais deu-se quando tinha apenas 6 anos. Na altura o meu irmão, 10 anos mais velho que eu, tinha passado meses e meses a pedir aos meus pais um casaco de cabedal, quando estes por fim assentiram o meu irmão mudou drasticamente de ideias, dizendo que isso custaria a vida a uma vaca, que possivelmente morreria sem nunca ter visto a luz do sol.
A partir dos meus 18 anos deparei-me com cada vez mais informação sobre a exploração dos animais na pecuária e era evidente que todos os que optavam por não querer saber eram cúmplices. Fui adotando portanto uma alimentação vegetariana de modo intermitente, que aplicava consoante a conveniência da situação. Assim era mais fácil encaixar-me nos jantares de amigos e família, e era também mais fácil ter sempre algo para comer quando o tempo escasseava. Contudo isso não era suficiente para mim e sentia-me verdadeiramente mal por as minhas atitudes não estarem de acordo com as minhas convicções, o que me levou a fazer a escolha mais preciosa da minha vida: viver tentando respeitar ao máximo a vida de todos os animais. Portanto ser vegetariana e divulgar o vegetarianismo é o meu pequeno impacto num mundo ainda adormecido para os gritos de socorro de muito animais que querem ser vida e não apenas objecto.

Filipa Calisto

Vice-Presidente
Completei o meu doutoramento em Bioquímica no Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade NOVA de Lisboa em 2019. Atualmente sou investigadora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Sou vegetariana desde 2015. Há várias razões que me levaram a ser vegetariana; crueldade animal, impacto ambiental e saúde. Embora a adoção do vegetarianismo tenha sido fácil, há desafios diários numa sociedade que não entende a escolha que fazemos. Em conjunto com a AVP, quero promover o vegetarianismo, os direitos dos animais e consciencializar para o efeito positivo do vegetarianismo no nosso planeta.

Daniela Ferreira

Vogal
Nasci em 1993 na cidade de Coimbra e desde que me lembro que sou uma apaixonada por animais e pela natureza. Em pequena domestiquei um pato e um galo, inclusive lembro-me de andar com eles ao colo pelo quintal e tirar fotos com eles! Sempre que olho para essas fotos penso como eu, na altura não via nenhum obstáculo em dar carinho e compaixão a uma animal que não seja o dito “pet” pois agora percebo que na altura não diferenciava o gato do pato!

Desde adolescente que sempre me lembro de dizer que queria ser vegetariana, por alguma razão não tive coragem de o realizar na altura. Comecei a ter aulas de yoga e foi a partir daí que decidi mudar o meu estilo de vida. Desde 2017 que me tornei vegana e posso dizer com toda a certeza que foi a melhor decisão que tomei na minha vida por todas as questões éticas que implica e pela minha saúde.

Sou Licenciada em Bioquímica e estou atualmente a frequentar mestrado em Fitotecnologia Nutricional para a Saúde Humana na FCT e FCM da Universidade Nova de Lisboa, após iniciar alguns mestrados nos quais não me identifiquei pois não queria contribuir para o sofrimento animal na ciência, pelo que decidi mudar para o ramo da alimentação e nutrição com o objetivo de puder vir a contribuir com algo para o vegetarianismo.

Já fiz voluntariado por diversas causas, no entanto. desde que o fiz num Hospital com doentes oncológicos, percebi que o nosso tempo é limitado e que não vale a pena adiar os nossos sonhos e, por isso, quero defender os direitos de todos os animais, sejam eles humanos como não humanos com todas as minhas forças!

Sou ativista por todos os animais, pela minha saúde e pelo bem maior do nosso planeta. É com muito orgulho que pertenço à Associação Vegetariana Portuguesa porque foi através dela que conheci pessoas espetaculares que me levaram a perceber que ser ativista é divertido e que podemos fazer muito mais do que pensamos.

Sou também representante do movimento Climate Save Portugal porque acredito que a melhor solução para resolver a atual crise climática que atravessamos é através da descontinuação da agropecuária e aumento da reflorestação, em conjunto com um repensar dos hábitos alimentares.

Quero ajudar a transmitir toda a informação que seja possível sobre veganismo e promover uma alimentação vegetariana saudável. Se estás a ler isto, acredita que é possível, pois se eu fui capaz, tu também o és!

CONSELHO FISCAL

Rita Vicente

Vice-Presidente
Nasci em Setúbal, no ano de 1986. Actualmente, trabalho e vivo em Lisboa. Sou Licenciada em Enfermagem, e tornei-me vegana em Janeiro de 2014, após tomar conhecimento das implicações éticas relacionadas com a utilização de animais. Faço parte da associação Animais de Rua, enquanto voluntária, desde 2015. É com agrado que integro a Associação Vegetariana Portuguesa, na expectativa de contribuir para a divulgação do veganismo e também para a promoção de uma alimentação vegetariana saudável e dos seus benefícios para a saúde humana.

Sofia Vieira

Vogal
Nasci em 1979 e sou vegetariana desde 1998. Tomei esta decisão porque me sentia sensibilizada com o sofrimento animal que a indústria pecuária causa. Sou licenciada em Engenharia Química e em 2013 criei o projecto VeganCare, com o objectivo de comercializar produtos de cosmética não testados e sem ingredientes de origem animal. Participo activamente em grupos activistas como o Porto pelos Animais. Presentemente colaboro com a AVP a vários níveis, como no desenvolvimento de parcerias e relações comerciais.

V-LABEL

Ivo Araújo

Gestor da V-label
Nasci em 1983, no distrito de Lisboa e sempre me revi com o resto de toda a natureza à minha volta.
As memórias que tenho da minha infância e adolescência envolvem sempre os animais que a minha família, inevitavelmente, fazia questão de acolher.
Em meados de 2003, depois de muita pesquisa e introspeção, assim como do reconhecimento das implicações éticas e do impacto que advém da nossa existência, finalmente dei os primeiros passos em direção ao que, eventualmente, entenderia como sendo o veganismo.
Almejando eu a minoração do sofrimento, vejo o veganismo como um dos meios de chegar a esse fim e, como tal, revejo-me na plenitude com a mensagem que a Associação Vegetariana Portuguesa intenta transmitir.
É com muito gosto que me encontro, em conjunto com a Associação Vegetariana Portuguesa, responsável pelos processos de licenciamento e certificação da V-Label Portugal.