Diferenças entre Dietas Vegan e Vegetarianas e 7 razões que levam os vegetarianos a se tornarem vegan

Diferença entre vegetarianismo e veganismo e 7 razões que levam os vegetarianos a se tornarem Vegan

Pensa numa das comidas mais básicas que ingeres todos os dias. Agora, imagina que descobrias que um grupo de pessoas nunca comeu esse produto especifico. Talvez ficasses um pouco confuso, e talvez um pouco curioso e ofendido também. Quando abordados com a ideia de uma dieta vegan ou vegetariana, os omnívoros têm uma experiência similar. Produtos de origem animal estão tão enraizados na dieta ocidental que para alguns pode parecer impraticável que há quem escolha dispensar alimentos comuns a muitos para o pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar.

Qual é então a diferença entre Veganismo e Vegetarianismo, e porque escolhem as pessoas estes estilos de vida?

Se nem o vegetarismo nem o veganismo incluem carne, qual é a diferença? Lemos a tua mente? Como já deves saber, vegetarianos não comem nem carne nem peixe. No entanto não se reduz apenas a isto. O conceito de vegetarianismo pode ser desdobrado em 4 categorias:

Ovo-Lacto-Vegetarianos: Consumo de ovos e lacticínios;

Lacto-Vegetarianos: Consumo de lacticínios;

Ovo-Vegetarianos: Consumo de ovos;

Vegetarianos: Sem consumo de qualquer produto de origem animal.

A diferença fundamental entre Vegetarianismo e Veganismo é, portanto, que a primeira pode ser vista como uma regime alimentar, mas o Veganismo, por outro lado vai além da dieta, e procura excluir qualquer prática que resulte de exploração ou uso animal.

Esta é a definição de Veganismo, criada pela Sociedade Vegan dos Estados Unidos, em 1988:

“Uma filosofia e modo de vida que procura excluir – o tanto quanto possível e praticável – todas as formas de exploração, e crueldade, para com os animais por alimentação, roupa ou qualquer outro propósito; e por extensão, promove o desenvolvimento e uso de alternativas sem animais, para o benefício de humanos, animais e o meio ambiente. Em termos dietéticos, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados completa ou parcialmente de animais.”

Já o Vegetarianismo foi definido pela Sociedade Vegetariana como:

“Um vegetariano é alguém que vive de uma dieta de grãos, leguminosas, legumes, nozes, sementes, vegetais, frutas, algas, leveduras e / ou outros alimentos não baseados em animais (por exemplo, sal) com ou sem produtos lácteos, mel e / ou ovos. Um vegetariano não come alimentos que consistem em, ou foram produzidos com a ajuda de produtos que consistem em ou que foram criados a partir de qualquer parte do corpo de um animal vivo ou morto. Isto inclui aves de capoeira, peixes, mariscos, insetos, subprodutos de abate ou qualquer alimento feito com auxiliares de processamento criados a partir deles.”

 

7 Razões que levam os Vegetarianos a se tornarem Vegan


1. As vacas da indústria láctea são na mesma enviadas para abate

Tanto bovinos machos como fêmeas são enviados para abate muito antes do fim das suas esperanças médias de vida na indústria dos lacticínios. No Reino Unido apenas, 95000 bovinos machos nascidos de vacas leiteiras são mortos quase imediatamente, devido a ser dispendioso criar um bovino que não tem uso para o agricultor desta indústria. Nos Estados Unidos, centenas de milhares de bovinos são vendidos para a indústria da vitela, onde também são mortos muito jovens. As vacas leiteiras são tipicamente enviadas para abate por volta dos 5 anos, quando são consideradas “gastas” e não conseguem produzir mais leite a um ritmo financeiramente benéfico. A esperança média de vida de uma vaca é de 25 anos.
Muitos vegetarianos que ainda consomem lacticínios ficam assombrados quando se apercebem de que o seu aparentemente inofensivo gelado é um subproduto da indústria do abate, mas a boa notícia é que há uma forma de alinhar os simples prazeres com os seus princípios éticos. Tanto marcas vegans como marcas de lacticínios estão a começar a produzir e disponibilizar em Portugal gelados de qualidade que são vegan, como os de baunilha do Pingo Doce, Cornetto, alguns gelados da Häagen-Dazs, e Naturattiva.

2. Metade da População é Intolerante à Lactose

De acordo com o website Genetics Home Reference, um recurso subsidiário da Biblioteca Nacional de Medicina norte-americana, aproximadamente 65% da população adulta mundial é intolerante à lactose, o que significa que têm dificuldades em digerir a lactose existente em todos os produtos lácteos. Aqueles que são intolerantes têm níveis reduzidas da enzima “lactase”, cujo propósito é processar a lactose. Alguns dos sintomas experienciados poderão ser inchaço e dores abdominais incapacitantes. No entanto, ao eliminar produtos lácteos da sua dieta, muitos reportam um aliviar do seu desconforto gastrointestinal. Com todos os incríveis leites, queijos, manteigas e gelados à base de plantas no mercado, podemos continuar a disfrutar os alimentos de que gostamos sem termos de nos preocupar com as consequências meia hora depois. Podes encontrar leites, iogurtes, e manteigas vegetais em qualquer supermercado, e quanto a queijo, tens alternativas como o Nature&Moi e Violife.

3. “Galinhas Criadas ao Ar Livre” não significa Livres de Gaiolas.

Muitos consumidores escolhem ovos “de solo” ou de “ar livre”, assumindo que as galinhas vivem com melhores condições ou que passam a maior parte do tempo ao ar livre, podendo ter comportamentos naturais e que vivem uma vida, em geral, feliz. No entanto as definições de “ar livre” são extremamente vagas, permitindo aos produtores de ovos fugir deste conceito e poupar custos. Ou seja, apesar de terem o certificado de produção por galinhas criadas “ao ar livre”, na realidade estes animais poderão passar apenas alguns minutos de cada dia ao ar livre, podendo continuar confinadas a gaiolas o resto de todo o dia. Aqueles que se preocupam com o bem-estar dos animais podem querer reconsiderar a sua escolha de comprar ovos orgânicos ou de “galinhas criadas ao ar-livre” e substituir por alternativas como o VeganEgg da Follow your Heart,  os vEGGs, a mistura para omelete da Terra Vegane, e o substituto de ovo em pó biológico da Ei-Ersatz. Podes também fazer um delicioso tofu-mexido!

4. A indústria dos Ovos não se importa com pintainhos

Na indústria dos ovos, os pintainhos machos são tratados como um subproduto, pois só as galinhas podem produzir ovos. Mais de 260 milhões de pintainhos machos nascem da indústria dos ovos a cada ano, nos Estados Unidos, e são rotineiramente abatidos, de acordo com o Humane Facts. Um dos métodos mais comuns é de os colocar numa máquina de moer. Aqueles que escolhem o vegetarianismo por motivos éticos, frequentemente eliminam os ovos quando tomam consciência deste facto, tendo em conta que esta indústria também contribui para o abate massivo de animais.

5. Ovos e produtos lácteos são altos em colesterol

De acordo com guias dietéticos antigos, as pessoas deviam limitar a quantidade de colesterol consumido a 300 miligramas por dia. Porém, este limite pode ser excedido com dois ovos apenas. Adicionando queijo à equação esta quantidade dispara bem além do limite diário recomendado (um CUP de queijo cheddar tem 131 mg de colesterol). Níveis altos de colesterol podem contribuir para doenças coronárias e AVCs, duas lideres mundiais de morte precoce. Os vegetarianos que ainda comem ovos, frequentemente consomem uma dieta com muitos ovos e queijo em substituição de carne e peixe, colocando-se em risco de saúde elevado, apesar das suas dietas sem carne. Para diminuir e manter um nível saudável de colesterol, os vegetarianos que ainda consomem estes produtos podem implementar substitutos veganos.

6. A indústria dos lacticínios tem um grande impacto nas alterações climáticas

Existem 270 milhões de vacas leiteiras no mundo, de acordo com o World Wildlife Fund, levando à emissão de gases de estufa, o que aumenta o ritmo de mudanças climatéricas. O estrume de 2500 vacas leiteiras é equivalente ao de 411,000 pessoas, baseado num Além disso, a indústria da carne e dos lacticínios utiliza um terço da água fresca mundial. Em vez de banhos de chuveiro mais curtos, os ovo-lacto vegetarianos podem reduzir drasticamente a sua pegada de carbono ao se tornarem veganos e recusarem contribuir para as práticas poluentes da indústria dos lacticínios.

7. A indústria dos ovos e lacticínios perturbam os habitats naturais e a vida selvagem

Para preservar o terreno necessário para criação pecuária, e proteger a mesma de predadores, milhões de animais selvagens são mortos. Na passada década, estima-se que 36 milhões de animais, incluindo ursos, coiotes, raposas, lobos e outras espécies foram exterminados para dar espaço a animais criados para alimentação, o que inclui vacas leiteiras e galinhas poedeiras. A agricultura animal não afeta apenas os animais a cargo dos agricultores, mas também o ecossistema circundante. Ovo-lacto vegetarianos que mudam para uma dieta vegetariana restrita (vegana) ajudam a adiar a obliteração de espécies selvagens em perigo de extinção, simplesmente substituindo alternativas vegan deliciosas pelas suas típicas compras de ovos, queijos e leites.

Artigo adaptado do original: https://www.livekindly.co/vegan-v-s-vegetarian-difference-7-reasons-why-vegetarians-go-vegan/

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